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o homem lésbico

Sabe-se que o ciúme não é privilégio feminino; nesse particular tipo de sentimento os homens não ficam atrás. A diferença em relação às mulheres é que elas explicitam mais e por isto sofrem de forma mais visível com o ciúme.

No livro O homem lésbico, o personagem central se delicia ouvindo a instigante publicitária, Salma, sobre alguns casos de ciúmes envolvendo machos:

… “- Há casos que são uma pintura. Podem dar um filme. Te conto: um dos meus melhores gerentes, um cara inteligente e criativo se uniu a uma mulher-boneca. Todo mundo se admirava com a beleza dela. Ele não deixava essa mulher fazer nada: ela não trabalhava e nem estudava. Pra fazer qualquer coisa ele tinha de ir junto. Morria e sofria de ciúme dela. Uma coisa meio doentia. Depois ele encasquetou com a academia: tinha muito homem lá e mais o personal; um tipo bonitão. Mesmo ela jurando que o cara era gay, ele acabou levando a dondoca para uma academia de mulheres, onde só havia personal feminina.”

…”- Pra encurtar o papo: essa mulher supergostosa fugiu para Miami com uma das preparadoras. A clínica era um reduto de lésbicas. As duas se engraçaram e fim. Sumiram. Ele não conseguiu mais reaver a criatura. Ele surtou feio…”

Para nosso personagem central, esse caso comprova que o ciúme sozinho não significa muito para reter uma mulher mal-amada e que por isso oferece riscos ao marido. Trata-se de riscos difusos: com o colega de trabalho da mulher, o professor de francês, o personnal da ginástica, o dentista e há ainda as mulheres; todas aquelas que podem estar a fim dessa mulher que sofre ciúme.

Salta aos olhos a inabilidade masculina para atender os anseios da mulher na contemporaneidade – é o que livro evidencia em diversos momentos.

Quem não se recorda daquele Rambo supermusculoso de Hollywood cuja mulher fugiu com a secretária dele? Pelo visto, o volume incrível de músculos daquele ator não foi capaz de tornar sua mulher feliz, mas a secretária dele soube como acendê-la em sua libido.

O que se nota é que a afetividade, a emoção e a proximidade que a mulher instiga deixa alguns caras pouco confortáveis – uma mescla de misoginia e medo.

Muitas vezes, o homem ciumento torna-se um perigoso predador de mulheres que provoca danos físicos e/ou psicológicos. O pior tipo de homem numa relação com uma mulher é o “esgotador”. Este se esmera, sobretudo, quando se defronta com uma mulher que tem personalidade luminosa – especial. Ele se assusta com essa luz e se ela se tornar uma presa dele, não escapa sem graves danos. Falaremos nesse vampiro de luz no próximo texto.

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