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A Diversidade, conceitualmente, tem a sua origem na Biologia. No campo biológico a Diversidade refere-se à variabilidade de organismos vivos de todas as origens. Atualmente, além dela, outras áreas do conhecimento têm parte importante de seu foco naquele conceito: a Educação, Psicologia, Antropologia e os Estudos Organizacionais são bons exemplos. Para estes setores, a Diversidade está associada ao direito à diferença. Promover a Diversidade, portanto, é ter as diferenças como valor. É ainda valorizar positivamente as diferenças

O panorama mundial, em larga medida, caminha num sentido inverso. Há ainda muita intolerância e guerras que no fundo são culturais e étnicas e não mais ideológicas.

A valorização das diferenças, contudo, não deve ser confundida com salada de frutas, como alguns consultores tentam vender. Não se promove a Diversidade sem equidade. Ela pede ainda uma cultura pluralista, ou seja, não se pode hierarquizar as diferenças. A complementaridade é um ganho imediato quando se opera adequadamente a valorização da Diversidade. Diferenças de gênero, de religião, de origem social, de orientação sexual, de idade, de mobilidade e/ou situação física e diferenças étnico-raciais. Contam-se ainda as diversidades sutis, como senso de humor, percepção, vocação, criatividade etc. É evidente que as diferenças têm pesos distintos.

Enquanto que na sociedade o desrespeito à diversidade humana acarreta prejuízos sociais graves, no meio ambiente, a não observância à biodiversidade, provoca transtornos irreversíveis e sistemas fenecem por isto. Na sociedade, a valorização da Diversidade leva à redução das desigualdades em função de uma melhor integração socioeconômica. Tem-se, assim, uma cultura de desenvolvimento inclusiva, o que proporciona mais justiça.

Não deixa de ser extraordinário que um conceito originário da Biologia – com a certeza de uma ciência que trabalha com os seres vivos – se estenda ao mundo social com efeitos semelhantes. Sociedades inteiras fenecem por não conseguirem trabalhar com a Diversidade, assim como alguns sistemas do meio ambiente. Neste exato momento, diversos países do mundo estão em franca destruição e decadência por não ter a Diversidade humana como valor. As diferenças no campo humano necessitam ter o mesmo sentido que na esfera biológica. Ou seja, a diferença, antes de ser um problema, é um trunfo; um ganho.

O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo – incríveis 20% do total das espécies existentes. No campo cultural e humano temos também uma diversidade exuberante. Essas riquezas todas ainda não possibilitaram um país mais justo – fato que merece um novo texto pois tem a ver diretamente com a (des) qualidade das elites nacionais.

A Diversidade lato sensu não é apenas uma estratégia de cunho econômico, mas algo essencial para a perpetuação da vida no planeta. Não se trata de pouca coisa.

Quem ficar sozinho com as suas próprias ideias, sem interagir com as demais pessoas que têm conhecimentos e experiências diferentes das suas, estará condenado à pior das pobrezas, porque terá somente a si mesmo.

22/04/2015- Brasília- DF, Brasil-  O diretor do Museu dos Povos Indígenas, Álvaro Tukano, e a secretária-adjunta de Igualdade Racial da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Vera Araújo. - Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

22/04/2015- Brasília- DF, Brasil- O diretor do Museu dos Povos Indígenas, Álvaro Tukano, e a secretária-adjunta de Igualdade Racial da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Vera Araújo. – Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

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